Terras da Ordem

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Type of entity

Corporate body

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Terras da Ordem

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Other form(s) of name

Identifiers for corporate bodies

Description area

Dates of existence

1929

History

As terras da ordem compreendiam duas vastas propriedades rurais na Serra que tinham pertencido à extinta Ordem de Cristo em Castro Marim. A maior tinha uma extensão de mais de 1000 hectares entre as freguesias de Odeleite e do Azinhal. O seu parcelamento em courelas e consequente venda em hasta pública, como bens da fazenda, deu-se em 1844, no seguimento da extinção da Comenda e Alcaidaria Mor da Ordem de Cristo em Castro Marim. Apesar do prévio parcelamento, a compra foi monopolizada por um grande proprietário de Castro Marim, José Celorico Drago, com total exclusão dos antigos aforadores.

Antes da venda pela fazenda pública, a cobrança dos foros e a gestão do património, eram feitos pelo Hospital do Espírito Santo de Tavira. No entanto, a quase ausência da figura do proprietário, bem como a confusão dos direitos, fez prevalecer o direito de plena posse das terras cultivadas, reconhecido por D. José no seculo XVIII. Estes direitos fizeram invalidar as propriedades adquiridas em hasta pública, pelo que a população cultivou e construiu casas em propriedades que se transmitiram por herança. Esta “privatização” das Terras, que o povo considerava suas, originou uma tensão social e inevitáveis conflitos, em maior ou menor escala, que se iniciou em 1852 e que oporia rendeiros e proprietários, monárquicos e republicanos, apoiantes do estado novo e oposição, vizinhos e parentes.

O conflito recrudesceu de forma violenta em 1927, altura em que as propriedades estavam divididas em quatro ou cinco dezenas de pequenos proprietários da freguesia de Odeleite e numerosos rendeiros dos principais terra-tenentes: Joaquim Celorico Palma e José Xavier de Brito, e administradas por Jacinto Celorico Palma. A contenda enfrentou não só os novos proprietários das terras e os arrendatários ou foreiros, mas também criaria disputas entre grupos familiares. A questão abalou a estrutura social vigente, criando um ambiente geral de suspeição, que só foi resolvida em 1967, quando as Terras voltaram para a posse do Estado.
Os dois lados da contenda publicaram opúsculos onde expuseram à opinião pública as suas posições e as causas para o litígio e expondo a legitimidade, ou não, da venda em hasta pública e a transferência da sua gestão.

Places

Odeleite

Legal status

Functions, occupations and activities

Mandates/sources of authority

Internal structures/genealogy

General context

Relationships area

Access points area

Subject access points

Place access points

Occupations

Control area

Authority record identifier

PT/CMCM/CM

Institution identifier

Rules and/or conventions used

Status

Draft

Level of detail

Minimal

Dates of creation, revision and deletion

Language(s)

  • Iberian Portuguese

Script(s)

Sources

Maintenance notes

  • Clipboard

  • Export

  • EAC

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