Hospital Ribeira Ramos

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Type of entity

Corporate body

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Hospital Ribeira Ramos

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Dates of existence

1933

History

Em 1910, por testamento público lavrado em sua vida, António Joaquim Ribeira Ramos, solteiro e morador em Beja, deixa 10 000 réis à Confraria de Nossa Senhora dos Mártires, juntamente com outros bens. A doação desses bens à Confraria tinham o encargo de, após o falecimento da sua irmã e usufrutuária vitalícia de todos os seus bens, direitos e ações, Dona Maria Benedita Ribeira Ramos, se fundar na vila de Castro Marim, um Hospital para tratamento dos pobres do mesmo Concelho. O benemérito António Joaquim falece em Lisboa, a 16 de Fevereiro de 1911, mas a doação à Confraria teria de aguardar até 1920, ano da morte de sua irmã, Dona Benedita. A 3 de Junho de 1920, a Confraria de Nossa Senhora dos Mártires consolida a propriedade legada por António Joaquim Ribeira Ramos.
Apesar de não se encontrar concluído , o hospital estaria pronto a funcionar no início de 1933, com um regulamento aprovado em assembleia da Confraria a 15 de Janeiro desse ano , e a tomada de posse do médico Dr. Reinaldo Raul Prazeres, e do enfermeiro José Dias Soares, a 1 de Fevereiro . De acordo com o seu Regulamento, o pessoal efetivo ao serviço do Hospital compunha-se de um médico, um enfermeiro, uma enfermeira e um criado , subordinados à Direção do mesmo.
Os irmãos da Misericórdia de Castro Marim gozavam dos mesmos direitos dos irmãos da Confraria no Hospital e dos pobres: os tratamentos e os respetivos medicamentos seriam administrados e fornecidos gratuitamente. Para tal, a Santa Casa de Castro Marim atribuiria anualmente um subsídio de três mil e seiscentos escudos ao Hospital Ribeira Ramos .
A 29 de Junho de 1941, a Confraria de Nossa Senhora dos Mártires entrega à Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim o edifício do Hospital Ribeira Ramos com todos os seus pertences , findando o seu papel na assistência hospitalar à Vila, iniciada no século XVI, e a Santa Casa da Misericórdia cumpria o seu ensejo de possuir uma instituição assistencial, que até então não se tinha proporcionado.
A administração do Hospital Ribeira Ramos trouxe desafios à Santa Casa, nomeadamente, ao nível dos encargos inerentes ao funcionamento e manutenção de uma instituição assistencial hospitalar . Em termos institucionais, o Hospital contava com os subsídios do Estado, através da Direção Geral dos Hospitais ou da Direção Geral da Assistência , que em alguns casos era reforçado, mediante pedido justificado da instituição. Em situações pontuais, a Comissão Administrativa organizou também Cortejos de Oferendas em prol do Hospital junto da comunidade, como sucedeu em Setembro de 1957 .
Em termos de pessoal afeto, podemos tomar como exemplo o pessoal em Outubro de 1963, quando o Hospital possuía ao seu serviço dois médicos, um escriturário, uma auxiliar de enfermagem, um capelão, uma cozinheira, uma criada e um funcionário, todos com direito a gratificação anual. A auxiliar de enfermagem, a cozinheira e a criada, têm além do salário ou ordenado, alojamento e alimentos fornecidos pela Santa Casa.
O abalo sentido na madrugada do dia 28 de Fevereiro de 1969 provoca a ruína da ala poente do edifício . Inicialmente desabou uma das paredes das traseiras do Hospital, mas as réplicas seguintes fizeram cair a zona da maternidade, do berçário e do escritório. A casa contígua ao edifício ficou também destruída, não pela ação direta do abalo, mas devido aos destroços do edifício . O restante edifício ficou de pé, com algumas paredes danificadas . O terramoto não causou vítimas no hospital, dado que a ultima parturiente tivera alta na véspera e a enfermeira de serviço conseguiu sair do edifício nos últimos instantes .
A partir dessa data, o Hospital Ribeira Ramos tornou-se “inservível” e deixou de prestar o serviço de assistência hospitalar à Vila e ao concelho de Castro Marim . A parte arruinada do edifício é desmantelada graudalmente, primeiro parcialmente, com a demolição das partes que apresentavam maior risco , até à demolição do imóvel no início dos anos 80, para a construção do Lar de Idosos e Centro de dia.

Places

Legal status

Functions, occupations and activities

Mandates/sources of authority

Internal structures/genealogy

General context

Relationships area

Access points area

Subject access points

Place access points

Occupations

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PT/HRR/CM

Institution identifier

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Draft

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Minimal

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